MASSAS PARA MODELAR E FUNDIR - 1920

DIVERSAS MASSAS - 1920

Massa de gesso-cola¹.

Preparando-se o gesso com uma solução de cola em lugar de água, obtem-se, depois do endurecimento do gesso, uma massa de cor amarelada, parecida ao marfim, bastante dura e brilhante. Mergulhando-se estas massas numa solução de sulfato de alumínio ern água ou tratando-as com uma fervura de nozes de galha, a cola superficialmente existente se transforma numa liga insolúvel: cola-óxido de alumínio ou cola-ácido tânico e a massa se torna resistente contra a ação de água e sabão.


Para a fundição destas massas empregam-se moldes lisos, inter­namente engraxados corn óleo, dos quais as peças fundidas saem com uma superfície lisa, brilhante.    As massas podem ser coloridas, à vontade, com  tintas  de anilina. 
¹ nota do blog- Cola;  No início do século usava-se diversos materiais para preparação de colas; Amido, Dextrina, Caseina, Goma Arábica, Cautichu, Gutaperra, Mastique, Gelatina animal, Cola de Peixe. Há de se levar em conta os materiais da época ao usar as fórmulas contidas no blog. Recomenda-se testes prévios.

Massa de modelar para crianças.

                                            branca       Amarela       Vermelha
Lanolina livre de água  .......  10 grs.        10 grs.         10 grs.
Magnésia  calcinada  .........  10 grs.        10 grs.         10 grs.
Amido    ..........................   15 grs.        15 grs.         15 grs.
Óxido   de   zinco ............    6 grs.            —               —   
Argila   branca     ..............    —             9 grs.             —       
Argila  vermelha   ..............    —              —              10 grs.

Derrete-se a lanolina e adiciona-se a mistura dos pós.

Massas para fazer cópias plásticas de moedas e medalhas.

1. Enxofre derretido, bem líquido, é misturado com a mesma quantidade de terra infusória e um pouco de grafite. A massa é mantida líquida em cima de uma chama, e aplica-se, rapidamente, uma quantidade
suficiente na moeda ou medalha, para obter uma cópia plástica de grande nitidez.

2. Uma liga derretida de 3 partes de 'estanho — 5 partes de chumbo — 8 partes de bismuto despeja-se numa placa fria de ferro, deixando cair as moedas nestes metais derretidos. As ligas se so­lidificam com grande rapidez, fornecendo uma plástica em fundição de grande nitidez.

3. Derrete-se 4 partes de um asfalto de boa qualidade, adi­ciona-se a este 12 partes de cera branca 
— 4 a. 6 partes de estearina 
— 3 partes de cebo. 
Finalmente, para evitar o apego, adicio­na-se 0,5 partes de grafite ou gesso finamente peneirado, sob revo­lução contínua. A massa pode ser derretida muitas vezes. Quando a mesma se torna quebradiça, adiciona-se1 um pouco de cera ou cebo. A massa dá reproduções extraordinariamente nítidas.

Cera para moldes.

1. -2 kgs. de cera branca são derretidas com 0,75 kgs. de goma-laca, sob revolução e com fogo ligeiro.
2. -6 partes de cera branca são amassadas e, depois, mistura­das com l parte de graxa de porco e l parte de óxido de zinco.
Para a coloração, adiciona-se um pouco de ocre. Não se empregue glicerina, terebentina, farinha de batatas, etc.

3. Moldes elásticos para fins galvanoplásticos.

20 partes de cola — 2 partes de açúcar marrom cristalisado são dissolvidos em tanta água quente que se forme, depois do esfriamento, uma gela­tina sólida. 
Artefactos sumérios de OuroOs moldes elásticos assim fabricados são utilizados como matrizes para os moldes rígidos, enchendo-os com uma mis­tura morna de 24 partes de cera amarela — 4 partes de cebo de cordeiro — 4 partes de colofônio. Esta última massa torna-se mui­to dura depois do esfriamento.

4. Moldes de resina para a galvanoplastia. 

—  4 partes de asfalto
— 12 partes de cera branca 
— 4 partes de estearina 
— 3 partes de cebo 
— 22 partes de. terebentina grossa 
— 11 partes de colo­fônio são derretidos e misturados com 55 partes de grafite.

5. Moldes condutores para a galvanoplastia.

Aplica-se nas matrizes uma camada uniforme de uma solução de 9 grs. de nitrato de prata em 100 grs. de espírito de vinho. Antes de secar, deixa-se atuar gás sulfúrico sobre o molde. Forma-se, dentro de poucos segundos, uma camada condutora de sulfito de prata.

6. Massas e pastas de papel

a) Molha-se pedaços de cartão de cor branca ou cinzenta durante algum tempo em água, ferven­do-os, depois, até se tornarem bem moles. Agora decanta-se o excesso de água e espreme-se a massa, um pouco. Depois disso a massa é moida a uma pasta viscosa. 
A esta pasta adiciona-se, como meio de ligação, cola animal fervida, e mistura-se intimamen­te. 
A pasta de papel adiciona-se 3 a 4 partes de giz  preparado, finamente pulverisado. 
Por cada 20 partes da pasta se dá, geral­mente, l a 2 partes de uma solução forte de cola. O conteúdo do giz efetua não somente uma secagem mais rápida dos objetos for­mados e torna a modelação da massa mais fácil, como também a massa de papel se torna muito mais resistente e pode ser enverni­zada com maior facilidade. Os moldes necessários são feitos de gesso, madeira ou metal. 
Para o uso, os moldes devem ser engra­xados com uma mistura de 2 partes de óleo de colza e l parte de-sabão potássico.

b) 1/2 kg. de cola de Colónia deixa-se inchar em 2 litros de água durante 12 horas, adiciona-se, depois, 250 grs. de cartão (sem cola) finissimamente cortado ou despedaçado. Depois disso ferve-se até a solução, peneira-se por tela de linho, adiciona-se l kg. de ser­radura¹ fina, peneirada — 2 kgs. de giz finamente moido — l kg. de argila moida e peneirada e amassa-se toda a mistura. A massa pode ser prensada em moldes bem engraxados.
-¹  Serradura; serragem, pó de madeira.

c) Massa para imitações anatómicas. Aquece-se biocloreto de zinco e adiciona-se, sob revolução, papel de jornal finamente ras­pado. A esta mistura adiciona-se um pouco de óxido de zinco. A massa endurece relativamente depressa.

Massas plásticas.

1. Uma mistura de 125 partes de gelatina
— 125 partes de glicerina
— 5 a 20 partes de enxofre 
— 20 partes de cânfora 
— é aquecida, durante 3 dias, com 15 até 20 partes de colofônio, copal ou uma resina equivalente. 
Depois disso, a mesma é endurecida com 12 a 15 partes de aldeído fórmico ou 3 a 10 partes de bicromato de sódio.

2. Massa plástica de caseína para a fabricação de marfim artificial, carei, tartaruga, borracha endurecida, celuloide, etc. 

Uma massa muito dura, elástica, que não se torce, pode ser fabricada,, tanto da caseína fresca como também da caseína seca (do comér­cio), por meio de amassamento da caseína com ácido sulfúrico de 60° Be ou com uma solução de partes iguais de cloreto de zinco sólido e água, até se formar uma massa viscosa, mucosa. Depois, de eliminar o ácido por meio de lavagem com água ou soluções, neutralizantes, a massa pode ser prensada em moldes, sob adicionamento de água, glicerina ou espírito de vinho, e
endurecida com aldeído fórmico. Como substância inerte pode-se, usar amido, magnésia (óxido de magnésio), giz, caolim, etc., e substâncias colorantes.

3. 125 grs. de gelatina são dissolvidas em 125 grs. de glice­rina e misturadas com 5 a 20 grs. de enxofre — 20 grs. de cânfora. — 10 a 15 grs,. de colofônio, depois disso endurecidas com 10 a 20 grs. de aldeído fórmico e, finalmente, aquecidas, durante p. ex. 30 horas, a cerca de 80 a 100°. Obtem-se uma massa dutil, elástica.

Massas de gesso para quadros, estuque, rosetas, etc.

1. Derrete-se 13 partes de cola (preliminarmente molhada em água), despeja-se a mesma sobre 4 partes de litargírio finamente pulverisado e adiciona-se, ainda, 8 partes de alvaiade de chumbo — l parte de serradura fina e, finalmente, 10 partes de gesso. A mistura preparada é enchida em moldes engraxados com óleo. Es­tes moldes consistem de duas metades. Depois do esfriamento, os objetos são retirados.

2. 2 partes de gesso e l parte de giz preparado são intima­mente misturadas, em estado seco, peneirados e, depois disso, adi­cionada uma solução quente de cola até se formar uma pasta viscosa que se peneira novamente. 30 partes desta pasta morna e 15 partes da pasta morna de papel são misturadas intimamente e depois diluídas. A massa seca possue a dureza de madeira branda, e pode ser trabalhada como esta.

Massas duras de gesso.

Como meios que produzem uma têmpera do gesso, devem ser mencionados a cal cáustica, alúmen, sulfato de potássio ou zinco, bórax e tártaro de sódio e potássio. Para temperar o gesso por meio de cal, extingue-se cuidadosamente cal branca, de modo que ela se desintegre em pó fino. 
-Adiciona-se ao gesso, no máximo, 10% do peso da cal. 
As duas substâncias devem ser misturadas muito intimamente, pelo fato que uma distribuição desigual da cal produziria dilatações desiguais da massa fundida. O gesso de cal deve ser protegido contra o contato com o ar. 
Os objetos fundidos de gesso de cal tornam-se, depois de algum tempo, muito duros por causa da absorção de dióxido de carbono do ar.
Para obter um gesso de alúmen, moe-se uma pedra branca de gesso e mistura-se com a décima segunda parte do seu peso com sulfato de alumínio e potássio finamente pulverizado. 
A mistura é ligeiramente calcinada em caldeiras chatas, pelo qual se obtém uma massa ligeiramente adesiva que pode ser facilmente transformada em forma de pó.
Ao preparar o gesso de alúmen com água, obtem-se uma pasta que solidifica somente depois de cerca de 40 a 60 minutos.

Massa isolante para tubos de vapor.

 De 4 partes de amido e 100 partes de água prepara-se uma massa, à qual se adiciona serraduras até obter uma pasta bem vis­cosa, que se aplica nos tubos. Depois de secar, pode-se aplicar uma tinta.


Nenhum comentário:

Postar um comentário