Impermeabilizar Tecidos e Papéis - 1940

Panos para guarda-chuvas, Papel Impermeável, Tecidos impermeáveis, Tecidos e Madeiras refratários, Panos para fins militares


Tornar impermeável o papel.


1  — Aplica-se em ambos os lados do papel uma solução de 1 parte de glicerina — 1 parte de gelatina — 4 partes de água.
Depois de secar, passa-se o mesmo através de uma solução de al­deído fórmico de 10%. Depois disso seca-se novamente; o papel foi modificado de tal modo que o vapor de água fica sem influência.
2  — Para tornar impermeável papel de embalagem, dissolve-se, de um lado, 750 grs. de sabão branco em 1 litro de água e de outro lado 60 grs. de goma arábica e 180 grs. de ¹cola em 1 litro de água. As duas soluções são misturadas e o papel mergulhado e secado.
¹  Cola;  No início do século usava-se diversos materiais para preparação de colas; Amido, Dextrina, Caseina, Goma Arábica, Cautichu, Gutaperra, Mastique, Gelatina animal, Cola de Peixe. Recomenda-se trabalhar com materiais da época ao usar as fórmulas contidas no blog. 
3 — Papel para manteiga:
2/3 partes de cloreto de magnésio e 1/3 parte de glicose são dissolvidos a uma solução de 28 a 30° Bé e um peso específico de 1,2254 a 1,2462. 
Esta solução é aplicada de um lado do papel e o mesmo é secado cuidadosamente.

Tornar impermeáveis os tecidos.


1. O pano é mergulhado, durante um dia, numa solução fria de acetato de cálcio de 5° Be, quimicamente pura. Depois disso, ele é centrifugado, secado a uma temperatura de 60° e depois mer­gulhado numa solução de sabão (5:100 com água). 
Finalmente rnergulha-se o pano novamente no primeiro banho, centrifuga-se e deixa-se secar.

2. O pano é mergulhado, durante 8 minutos, num banho de 100 grs. de graxa — 900 grs. de benzina — leite de cal de 20 grs. de cal cáustica com 80 grs. de água.

Tornar impermeável panos para guarda-chuvas, etc.


Para este fim os tecidos são tratados de tal modo que eles não absorvem a água. Os tecidos ficam porosos. A água é re­pelida pelo tecido e não pode penetrar no mesmo.
Como corpos de impregnação podem ser empregados todas as graxas, óleos, ce­ra, etc. Estas substâncias são dissolvidas em dissolventes muito fluidos e os tecidos mergulhados nestas soluções. 
Depois de reti­rado, os tecidos são suspensos ao ar livre, para secar.. 
Como meio repulsivo de água não podem ser empregados, em estado separa­do, por si só, os óleos ou graxas líquidas, porque eles tornariam os tecidos gordurosos. E as graxas muito duras, como a estea­rina, os tornariam duros.
As substâncias mais apropriadas pa­recem ser as semi-duras, como cera, cebo, parafina, além disso misturas de cera, cebo e estearina. Recentemente emprega-se, para este fim, também a lanolina natural. Como dissolvente muito apro­priado deve ser considerada a benzina.
A quantidade da substân­cia repulsiva de água, que fica retida nas fibras, não deve ser dema­siadamente grande: ela deve ser tão grande que a fibra é repul­siva à água.


Verniz Isolante

O verniz é apropriado para impregnação de construções metálicas, alvenaria úmida, impregnação e impermeabilização de madeira e tecidos
  (Ver Fabricação de Vernizes)

Madeira Refratária



1. Aquece-se uma solução de:

— 30 partes de alúmen 

— 10 par­tes de sulfato de zinco 

— 5 partes de sulfato de cobre 

— 100 litros de água. 

A madeira deve permanecer, nesta solução, cerca de 4 a 5 dias, depois do que a mesma é secada.

2. Prepara-se uma solução de 20 a 28 partes de silicato de sódio em 100 partes de água. 

A madeira fica na solução durante um dia, é secada e, depois, mergulhada numa solução de —10 partes de cloreto de amónio 

— 10 partes de cloreto de cálcio 

— 10 partes de cloreto de magnésio. 

A madeira é novamente secada ao ar. A madeira assim tratada é pouco atacada pelo fogo.

3. Uma solução de: 

—10 kgs. de fosfato de amónio 

— l kg. de acido bórico 

— 100 litros de água.


Tecidos refratários

As seguintes impregnações se aprovaram como remédios efica­zes para evitar ou, pelo menos, retardar o queimar de tecidos:

1)
— 8 kgs. de sulfato de alumínio 
— 2,5 kgs. de cloreto de amó­nio 
— 3 kgs. de ácido bórico 
— 1,75 kgs. de bórax 
— 2 kgs. de amido 
— 100 litros de água.
2)
— 5 kgs. de alúmen (pedra hume) 
— 5 kgs. de sulfato de-amónio 
— 100 litros de água.
3) Dissolve-se 15 kgrs. de bórax em 50 litros de água. 
Se­paradamente, dissolve-se 11 kgs. de sulfato de magnésio (sal amar­go) em 50 litros de água. As duas soluções são aplicadas, conse­cutivamente.
4)
— 2 kgs. de bórax 
— 6 kgs. de alúmen 
— 1 kg. de tungstato-de sódio 
— 100 litros de água.
5)
— Os tecidos são impregnados com uma solução de 8 partes de cloreto de amónio 
— 2,25 partes de hiposulfito de sódio 
— 10 partes de sulfato de amónio 
— 4,5 partes de bórax 
— 75,25 partes de água.



Couro impermeável e durável.

O couro é mergulhado em água e parcialmente secado; de­pois aplica-se óleo de linhaça do lado do cabelo. Secado o óleo de linhaça, emerge-se o couro num banho de cimento, bórax e agua. Secado o couro de novo, aplica-se óleo de linhaça em ambos os lados do mesmo



Tornar impermeável panos para fins militares.

Como meio de impregnação serve uma solução de lanolina li­vre de água, com uma concentração de 10% em benzina ou benzol. 
A lanolina deve ser liquefeita preliminarmente, por aqueci­mento e adição de um pouco de clorofórmio ou sulfureto de carbono. 
Em lugar destes líquidos facilmente inflamáveis, pode-se empre­gar também tetracloreto de carbono ou cloreto de etileno. 
Os pa­nos ou vestidos são mergulhados, por poucos minutos, no banho, centrifugados ou comprimidos, e secados ao ar. 
Este tratamento não ataca a cor ou porosidade dos tecidos. 
Tão pouco é necessá­rio tirar os botões ou outros ornamentos, distintivos, etc.


Impregnar cortiça contra ácidos.

Dissolve-se 500 partes de gelatina em 24 partes de glicerina, aquece-se até 45° e deixa-se a cortiça durante algum tempo nesta solução.
Depois disso lava-se e seca-se a cortiça. A cortiça é posta, então, num banho, de 40°, de 20 partes de vaselina e 70 partes, de parafina, permanecendo neste banho durante algum tem­po.
A cortiça é insensível contra ácidos e outros líquidos quando os mesmos não são dissolventes de vaselina ou parafina.
Espirito do vinho, eter, benzina, benzol e outros líquidos atacam a cortiça por dissolução da camada protetora da mesma.
Todos os líquidos aquosos, porém, sejam ácidos ou alcalinos, deixam a cortiça inalterada.

Um comentário: